FICHAMENTO AULA OBJETOS + "ANIMAÇÃO CULTURAL" + "A FICÇÃO COMO CESTA"
Drops objetos
- Começamos a aula com um curta sobre algumas situações de diálogos, uma delas mostra como ele é uma construção, um processo de aperfeiçoamento e de trocas, outra representa o diálogo como a interação mútua entre os envolvidos, ele pode fluir tranquilamente e se completar, mas também podem ocorrer os casos de falha comunicativa, quando as informações apresentadas começam a colidir entre si.
- Analisamos algo semelhante a uma linha do tempo que mostrava a evolução dos objetos criados pela humanidade ao longo dos anos, principalmente com o avanço das tecnologias, os quais vão desde a primeira arma no início dos tempos até a estação espacial, por exemplo.
- Também vimos obras de artistas que reinterpretam objetos já existentes, transformando-os em obras de arte ao retirá-los de seu contexto usual, o que faz com que eles percam a sua função prática, como é o caso de Duchamp.
- Além disso, percebemos como vários novos designes e conceitos de produtos atuais se inspiram muito em outras criações mais antigas, como é o caso da Apple.
"Animação cultural"
- O texto provoca uma reflexão sobre a relação entre o ser humano e o objeto, qual deles está realmente no controle?
- O desenvolvimento científico foi decisivo para que os objetos ganhassem ainda mais poder sobre os humanos.
- Alguns aspectos que antes eram exclusivamente humanos já foram quase que completamente perdidos para o domínio dos objetos, como é o caso da política e da estética, o que resulta na perda de valores no campo social e artístico.
- A eliminação da cultura humana resultaria na vitória absoluta dos objetos
"A ficção como uma cesta"
- O texto começa colocando em xeque a tradicional narrativa de que a primeira criação da humanidade foi uma arma e de que, a partir daí, ela foi se desenvolvendo.
- A autora critica a tão usada fórmula do herói, essa ideia de que uma história precisa de muita ação e de ser épica para merecer ser contada.
- Ela também mostra como essa narrativa exclui as mulheres da história, elas não conseguem se identificar com essa humanidade que é criada já que ela focaliza exclusivamente a ascensão do homem.
- Em contraposição à essa narrativa, ela destaca a Teoria da Cesta, a qual defende que a primeira criação humana foi um recipiente para armazenar coisas, não algo épico ou grandioso como a violenta caça a um mamute, somente um objeto que serve como armazenamento e que é essencial para atividades cotidianas, como colher grãos ou buscar água.
Algumas reflexões
- A semelhança entre os designs da Apple e da Braun e os da Google e da Olivetti me lembraram da primeira reflexão proposta por Hertzberger no livro "Lições de Arquitetura". Ele comenta como nenhuma criação é 100% original, e sim um mix de diversas inspirações. Nesse sentido, percebe-se a clara inspiração de ambas as empresas em marcas antigas para seus produtos atuais.
- É bem interessante perceber como a discussão de Flusser é atual, a humanidade tem sido dominada pelas novas tecnologias digitais. Por exemplo, uma pessoa sem internet fica completamente perdida e sem saber o que fazer, ela fica mergulhada em um tédio incessante e sem conseguir realizar qualquer outro tipo de atividade, a sua vida está tão conectada à essa tecnologia que sem ela não somos mais ninguém.
- Achei bem interessante o comentário de um colega que disso como um dos únicos momentos em que o ser humano realmente tem algum controle sobre o objeto é durante o projeto.
- Relacionando os dois textos, pensei bastante sobre essa questão do domínio dos objetos sobre nós. Ao analisarmos toda a história humana tendo como base fundamental uma arma, naturaliza-se esse viés violento do homem, as guerras e conflitos tornam-se comuns e inevitáveis já que são parte da natureza humana. Sendo assim, esse único objeto conseguiu exercer uma influência no nosso comportamento. No entanto, caso a narrativa fosse outra, se todo o nosso desenvolvimento fosse fruto de uma cesta, seria o resultado diferente? Um dos valores principais dessa possível sociedade seria a união, visto que um recipiente não é usado para matar o outro, e sim agrupar itens?
- Além disso, todos os objetos dominam a humanidade de forma negativa? Durante a nossa discussão em sala, percebi que muitos dos exemplos dados eram sempre mostrando o mesmo lado do uso dos objetos, o que reforça as perdas de valores humanos com o uso deles. Contudo, acho válido lembra daqueles que sim, exercem influência sobre nossas ações, mas que, na minha opinião, são bem positivos, como é o próprio caso dos recipientes, os quais condicionaram os seres humanos com o seu uso de uma maneira benéfica para as nossas relações.
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